Thomas Ward (Ben Barnes) é o sétimo filho de um sétimo filho e tem a missão de seguir um caçador de feitiços, John Gregory (Jeff Bridges). O primeiro servirá como ajudante depois de Gregory ter perdido o seu último para a temível rainha das trevas, Mãe Malkin (Julianne Moore), uma bruxa muito poderosa que foi aprisionada por muitos anos, mas que agora tem sede de vingança contra a humanidade.
A história parece familiar? Não há nada de original neste projeto, trata-se de mais um material fraco de um mundo fictício, com personalidades irreais e acontecimentos incríveis. Entretanto o mínimo que se espera de uma projeção como está é uma parcela de diversão, pois ficar duas horas vendo um material raso precisa ser recompensado com algum tipo de entretenimento de qualidade. Nem isso O Sétimo Filho consegue fazer.
O espectador se verá num mundo em que tudo já foi feito (porém, com mais qualidade por outras pessoas) e que tudo tende para o monótono. O roteiro não empolga, não é interessante, os personagens são tediosos e as cenas são sonolentas. Um trabalho preguiçoso de todos envolvidos.
Quem dirige é Sergey Bodrov, que não tem a menor noção de ritmo ou de criatividade. Junte isso com um roteiro cheio de furos de três (sim, três) roteiristas: Charles Leavitt, Steven Knight e Matthew Greenberg e teremos uma as experiências mais sem graças dos últimos meses. Perceba que tudo presente no filme é corriqueiro. Um menino com uma vida chata é chamado por um ancião que lhe promete aventura, o jovem vai de bom grado sem fazer nenhuma pergunta. Aos poucos o garoto descobre sua importância na trama e precisa treinar avidamente para ser digno das proezas que virão. Óbvio que ele terá apenas alguns dias para efetuar esse treinamento e evidentemente obterá êxito, antes que algum evento, envolvendo a Lua, aconteça.
Como se não bastasse tem-se uma série de elementos narrativos que são extremamente desinteressantes, mas que a obra faz questão de dar espaço. O amor impossível entre um protagonista e um suposto antagonista, um objeto valiosíssimo que pode mudar o destino de todos e, claro, a imensa caminhada até uma montanha (sempre uma montanha).
Também temos a prova de que se um filme tem no elenco o nome de Ben Barnes é porque devemos manter distância. Não que o rapaz seja mau ator, mas ele não compõe um personagem interessante ou mesmo preocupado com que irá acontecer, apenas deixa com que tudo ocorra sem que nada realmente o afete. Já Jeff Bridges e Julianne Moore não arrancam suspiros de ninguém, é bem óbvio que foram para o set apenas trabalhar. Ninguém, na verdade, parece realmente interessado em fazer este filme.
Note que o roteiro é preguiçoso com a própria história. Em um momento o aprendiz sente um repentino remorso em eliminar uma criatura das trevas, mas minutos depois ele o faz com uma enorme facilidade. E apesar de o sétimo filhos ser o sétimo filho de um sétimo filho, isso parece não ter a menor importância, pois não existe um motivo realmente relevante par a presença deste título. Isso sem contar da lição de moral que filme quer passar de que os seres humanos são os verdadeiros monstros das sombras, algo que é abandonado depois da metade da projeção.
Entretanto, nada é mais incógnito que o desfecho. Pois vários seguidores da feiticeira líder surgem. sabe-se lá de onde (algo que lembra muito O Aprendiz de Feiticeiro), para a batalha, mas são derrotados com imensa facilidade, fazendo com que suas mortes sejam realizadas sem nenhum impacto, tampouco emoção.
Por mais que os efeitos visuais sejam agradáveis (apesar de algumas cenas serem de dar pena, a morte de uma personagem que se desintegra em papel laminado) e o 3D não prejudicar a qualidade de imagem, é um fato que tudo está a serviço de um filme ruim e desinteressante. Talvez a melhor coisa em O Sétimo filho é que ele é completamente esquecível.
0 comentários:
Postar um comentário