Por Luis Ribeiro
Transformers é inegavelmente uma franquia com uma equipe técnica muito dedicada e que capricha nos efeitos visuais e sonorosos, além de agradar a muitos pelo design dos grandes robôs imponentes de cada filme, pois devemos admitir que eles são muito bem arquitetados, portanto seu trabalho deve ser valorizado, já que isso exige muito do profissional da área. Mas se você, leitor, tem algum tipo de afeto a qualquer um destes filmes, aviso desde já que os elogios não passarão deste parágrafo.
Em 2007 o primeiro filme desta franquia arrecadou muito dinheiro, e certamente não é tão medonho assim. Ninguém joga dinheiro no lixo, então nada mais lógico do que fazer uma continuação, só que alguém teve a brilhante ideia de fazer uma obra, cujo valor ultrapassa os duzentos milhões, em meio a uma greve de roteiristas; o resultado foi Transformers: A Vingança dos Derrotados, um dos filmes mais ridículos que a humanidade já conheceu. Há pessoas que dizem que o terceiro filme (O Lado Oculto da Lua) é superior ao seu antecessor, eu discordo. Acho o terceiro capítulo tão inútil e enfadonho quanto o segundo. Mas estamos falando de Michael Bay dirigindo, ou seja, nada faz sentido quando se tem uma edição absurdamente rápida e cenas de explosões em excesso.
Está nova sequência muda (não que isso faça alguma diferença) os protagonistas da história. Cade Yeager (Mark Wahlberg) é um engenheiro\inventor que precisa de dinheiro para custear o sustento de sua família, que é composta apenas por sua filha, Tessa (Nicola Peltz). Para isso ele trabalha concertando coisas, como um caminhão velho que achou em um cinema (!) abandonado, entretanto ele não fazia ideia de que o automóvel era na verdade o líder os Autobots, Optimus Prime. Mas alguns anos se passaram desde a batalha dos Autobots contra os Decepticons em Chicago; este conflito foi tão catastrófico que o governo decidiu não só banir, mas extinguir qualquer presença alienígena no planeta Terra, algo que se tornará um erro devido a situações atuais que o planeta se encontra em relação ao resto do universo.
Não vou mentir e dizer que não cogitei não assistir a nova empreitada de Bay, não só por se tratar de Transformers, mas é que o diretor parece ter prazer em torturar as pessoas que ousam pagar para assistir tal coisa, já que ele não consegue fazer um filme que dure menos de duas horas, pelo contrário, ele arrasta o enredo para que a duração atinja quase os 180 minutos. Ou seja, não basta ser ruim, precisa ser imenso também. Sejamos sinceros e vamos admitir que a menor das preocupações do diretor é com elementos básicos que todo o filme obedece, mas ele parece ter algum dificuldade em aprende-los, como: roteiro e edição. Nada no enredo faz sentido, podemos ver isso quando o protagonista consegue achar um caminhão dentro de um sala de cinema...quero dizer, como ele conseguiu entrar ali? Mas isso não importa, como eu já disse, é Transformers. Aponto também que os núcleos do filme tentam ter uma relação entre si, mas sem sucesso, como já era de se esperar, porque os gigantes brigam, se destorem e explodem, só que o motivo não é convincente; é difícil o espectador se empolgar com a trama, ela é chata e ilógica, já que o motivo de tantas guerras entre homens e robôs é só um mero detalhe e não necessita de maiores explicações, na mente de Bay. E já que voltamos a falar do diretor, não posso dizer que ele seja um incompetente completo no que faz, pois existe uma cena onde um dos personagens – dono do cinema – afirma não gostar dos filmes atuais, pois são apenas refilmagens e sequências horríveis, uma autocondenação que eu chego a duvidar se foi proposital ou não, pois vindo do “visionário” Michel tudo pode acontecer.
Bay parece estar convencido de que é um cineasta que possui algum talento, já que usa tantas técnicas ousadas, mas que fazem do filme ainda pior do que já é (assim como o 3D, neste caso), exemplos seriam os irritantes travellings circulares e os diálogos que ele explora com seus atores; mais de uma vez ele nos dá a entender que tem a mentalidade de um menino de 13 anos quando se trata de mulheres, quando seus personagens se referem a um metal que compõem robôs combatentes de cinco metros de altura como: “Erótico, como as mulheres”, um adjetivo no mínimo ofensivo, tanto quanto mostrar mulheres brancas e curvilíneas somente para deixar o filme mais agradável, já que todo o mundo sabe que o único público desta obra é composto por homens que são fissurados em carros, e ninguém mais.
A bizarrice gira em torno dos personagens, isso chega a ser risível porque nenhum deles é bom. Mark Wahlberg surge como o papai gostosão que, claro, usa as camisas do tamanho mais justo, coisa que só pode ter duas justificativas, ou para mostrar o quanto o ator, de 43 anos, está frequentando a academia e se “alimentando” corretamente, ou para agradar as apreciadoras de tal porte. Mas acalmem-se rapazes, pois Nicola Peltz também tem roupas coladas e shorts bem pequenos, tornando-a o símbolo sexy mais inútil desde as interpretações de Megan Fox, que, ora vejam só, também fez Transformers. A dupla tem um discurso de pai e filha que é a coisa mais chata do mundo, juntamente com uma questão de independência dos filhos que não absolutamente nada a ver com a história; para completar tem-se uma briga entre genro e sogro completamente descartável. Junto ao elenco está Stanley Tucci que surge para dar os alívios cômicos e os comentários grosseiros nas horas erradas, mostrando mais uma vez a incompetência de quem escreveu esta sequência, o mesmo acontece com T.J. Miller, a figura mais insuportável na trama toda, seu destino talvez seja um dos elogios que deveria ter mencionado no primeiro parágrafo. O elenco tem outros nomes, como o de Thomas Lennon, que literalmente não faz nada em cena.
Certamente os Autobots e os Decepticons têm um antepassado semelhante ao dos serem humanos, que outra desculpa explicaria a forma de um robô gigante que tem a aparência e, pior ainda, usa frases (cafonas) de um mestre samurai, no mesmo momento em que seus colegas alienígenas falam o quanto os seres humanos são medievais e inferiores a sua raça oriunda de outro planeta (algo de que estou esperando uma prova desde o primeiro filme). E de onde, de fato, vieram os Dinobots? E porque deixaram ser dominados por Optimus Prime? Não tem uma explicação lógica, mas existe uma mercadológica, para a presença de tais personagens, que por sua vez são muito mal utilizados e só causam mais barulho e explosões por onde passam, como se os robôs originais não fizessem estrago suficiente. Talvez o espectador se divirta, ainda mais se estiver acompanhado, em contar a quantidade de logotipos expostos de maneira óbvia; mas atenção porque são muitos e o filme é longo.
Mas vamos viajar para Pequim (porque a África já foi muito destruída e nem se fala da América do Norte) onde tudo que existe de pior do filme se mostra, note como é incrível a sorte que os humanos têm em não ser mortos acidentalmente por nenhum robô gigante. Tendo a China como palco é mais do que evidente que todos os habitantes de lá são mestres em artes marciais, porque deve ser contra a lei não ser, segundo Hollywood. Além de disso, por que os únicos sobreviventes de todas as batalhas são sempre Optimus Prime, Bumblebee e Megatron (este último não sei porquê ainda se dão ao trabalho de matar a cada filme, pois ele sempre acaba por achar um forma de ressuscitar a cada sequência) ? E como um simples engenheiro conseguiu consertar um gigante de cinco metros, feito de um metal pouco conhecido na Terra e ninguém jamais obteve sucesso em ajudar Bumblebee com seu problema de voz?
Óbvio que existem pessoas que gostem de ver gigantes brigando e explosões cuidadosamente cronometradas para aparecer a cada 25 segundos, encaixadas em uma edição muito pobre, mas eu não consigo imaginar ninguém que não implore para que as luzes sejam acesas depois de uma hora de projeção, pois todos já estão satisfeitos.
O quarto capítulo de Transformers é um “filme” exageradamente longo e estupidamente realizado, com uma direção muito óbvia e atuações discutíveis, mas que para a tristeza de muitos digo com confiança que essa enorme fábrica de fazer dinheiro ainda tem muito combustível para mais cópias. O próprio espectador que tire suas conclusões, pois na cena final um dos protagonistas pergunta a Prime se eles vão tornar a se ver, a resposta do líder é um simples “Eu realmente não sei”. Mas, acalme-se, eu sei a resposta e não gosto nem um pouco dela.
Em 2007 o primeiro filme desta franquia arrecadou muito dinheiro, e certamente não é tão medonho assim. Ninguém joga dinheiro no lixo, então nada mais lógico do que fazer uma continuação, só que alguém teve a brilhante ideia de fazer uma obra, cujo valor ultrapassa os duzentos milhões, em meio a uma greve de roteiristas; o resultado foi Transformers: A Vingança dos Derrotados, um dos filmes mais ridículos que a humanidade já conheceu. Há pessoas que dizem que o terceiro filme (O Lado Oculto da Lua) é superior ao seu antecessor, eu discordo. Acho o terceiro capítulo tão inútil e enfadonho quanto o segundo. Mas estamos falando de Michael Bay dirigindo, ou seja, nada faz sentido quando se tem uma edição absurdamente rápida e cenas de explosões em excesso.
Está nova sequência muda (não que isso faça alguma diferença) os protagonistas da história. Cade Yeager (Mark Wahlberg) é um engenheiro\inventor que precisa de dinheiro para custear o sustento de sua família, que é composta apenas por sua filha, Tessa (Nicola Peltz). Para isso ele trabalha concertando coisas, como um caminhão velho que achou em um cinema (!) abandonado, entretanto ele não fazia ideia de que o automóvel era na verdade o líder os Autobots, Optimus Prime. Mas alguns anos se passaram desde a batalha dos Autobots contra os Decepticons em Chicago; este conflito foi tão catastrófico que o governo decidiu não só banir, mas extinguir qualquer presença alienígena no planeta Terra, algo que se tornará um erro devido a situações atuais que o planeta se encontra em relação ao resto do universo.
Não vou mentir e dizer que não cogitei não assistir a nova empreitada de Bay, não só por se tratar de Transformers, mas é que o diretor parece ter prazer em torturar as pessoas que ousam pagar para assistir tal coisa, já que ele não consegue fazer um filme que dure menos de duas horas, pelo contrário, ele arrasta o enredo para que a duração atinja quase os 180 minutos. Ou seja, não basta ser ruim, precisa ser imenso também. Sejamos sinceros e vamos admitir que a menor das preocupações do diretor é com elementos básicos que todo o filme obedece, mas ele parece ter algum dificuldade em aprende-los, como: roteiro e edição. Nada no enredo faz sentido, podemos ver isso quando o protagonista consegue achar um caminhão dentro de um sala de cinema...quero dizer, como ele conseguiu entrar ali? Mas isso não importa, como eu já disse, é Transformers. Aponto também que os núcleos do filme tentam ter uma relação entre si, mas sem sucesso, como já era de se esperar, porque os gigantes brigam, se destorem e explodem, só que o motivo não é convincente; é difícil o espectador se empolgar com a trama, ela é chata e ilógica, já que o motivo de tantas guerras entre homens e robôs é só um mero detalhe e não necessita de maiores explicações, na mente de Bay. E já que voltamos a falar do diretor, não posso dizer que ele seja um incompetente completo no que faz, pois existe uma cena onde um dos personagens – dono do cinema – afirma não gostar dos filmes atuais, pois são apenas refilmagens e sequências horríveis, uma autocondenação que eu chego a duvidar se foi proposital ou não, pois vindo do “visionário” Michel tudo pode acontecer.
Bay parece estar convencido de que é um cineasta que possui algum talento, já que usa tantas técnicas ousadas, mas que fazem do filme ainda pior do que já é (assim como o 3D, neste caso), exemplos seriam os irritantes travellings circulares e os diálogos que ele explora com seus atores; mais de uma vez ele nos dá a entender que tem a mentalidade de um menino de 13 anos quando se trata de mulheres, quando seus personagens se referem a um metal que compõem robôs combatentes de cinco metros de altura como: “Erótico, como as mulheres”, um adjetivo no mínimo ofensivo, tanto quanto mostrar mulheres brancas e curvilíneas somente para deixar o filme mais agradável, já que todo o mundo sabe que o único público desta obra é composto por homens que são fissurados em carros, e ninguém mais.
A bizarrice gira em torno dos personagens, isso chega a ser risível porque nenhum deles é bom. Mark Wahlberg surge como o papai gostosão que, claro, usa as camisas do tamanho mais justo, coisa que só pode ter duas justificativas, ou para mostrar o quanto o ator, de 43 anos, está frequentando a academia e se “alimentando” corretamente, ou para agradar as apreciadoras de tal porte. Mas acalmem-se rapazes, pois Nicola Peltz também tem roupas coladas e shorts bem pequenos, tornando-a o símbolo sexy mais inútil desde as interpretações de Megan Fox, que, ora vejam só, também fez Transformers. A dupla tem um discurso de pai e filha que é a coisa mais chata do mundo, juntamente com uma questão de independência dos filhos que não absolutamente nada a ver com a história; para completar tem-se uma briga entre genro e sogro completamente descartável. Junto ao elenco está Stanley Tucci que surge para dar os alívios cômicos e os comentários grosseiros nas horas erradas, mostrando mais uma vez a incompetência de quem escreveu esta sequência, o mesmo acontece com T.J. Miller, a figura mais insuportável na trama toda, seu destino talvez seja um dos elogios que deveria ter mencionado no primeiro parágrafo. O elenco tem outros nomes, como o de Thomas Lennon, que literalmente não faz nada em cena.
Certamente os Autobots e os Decepticons têm um antepassado semelhante ao dos serem humanos, que outra desculpa explicaria a forma de um robô gigante que tem a aparência e, pior ainda, usa frases (cafonas) de um mestre samurai, no mesmo momento em que seus colegas alienígenas falam o quanto os seres humanos são medievais e inferiores a sua raça oriunda de outro planeta (algo de que estou esperando uma prova desde o primeiro filme). E de onde, de fato, vieram os Dinobots? E porque deixaram ser dominados por Optimus Prime? Não tem uma explicação lógica, mas existe uma mercadológica, para a presença de tais personagens, que por sua vez são muito mal utilizados e só causam mais barulho e explosões por onde passam, como se os robôs originais não fizessem estrago suficiente. Talvez o espectador se divirta, ainda mais se estiver acompanhado, em contar a quantidade de logotipos expostos de maneira óbvia; mas atenção porque são muitos e o filme é longo.
Mas vamos viajar para Pequim (porque a África já foi muito destruída e nem se fala da América do Norte) onde tudo que existe de pior do filme se mostra, note como é incrível a sorte que os humanos têm em não ser mortos acidentalmente por nenhum robô gigante. Tendo a China como palco é mais do que evidente que todos os habitantes de lá são mestres em artes marciais, porque deve ser contra a lei não ser, segundo Hollywood. Além de disso, por que os únicos sobreviventes de todas as batalhas são sempre Optimus Prime, Bumblebee e Megatron (este último não sei porquê ainda se dão ao trabalho de matar a cada filme, pois ele sempre acaba por achar um forma de ressuscitar a cada sequência) ? E como um simples engenheiro conseguiu consertar um gigante de cinco metros, feito de um metal pouco conhecido na Terra e ninguém jamais obteve sucesso em ajudar Bumblebee com seu problema de voz?
Óbvio que existem pessoas que gostem de ver gigantes brigando e explosões cuidadosamente cronometradas para aparecer a cada 25 segundos, encaixadas em uma edição muito pobre, mas eu não consigo imaginar ninguém que não implore para que as luzes sejam acesas depois de uma hora de projeção, pois todos já estão satisfeitos.
O quarto capítulo de Transformers é um “filme” exageradamente longo e estupidamente realizado, com uma direção muito óbvia e atuações discutíveis, mas que para a tristeza de muitos digo com confiança que essa enorme fábrica de fazer dinheiro ainda tem muito combustível para mais cópias. O próprio espectador que tire suas conclusões, pois na cena final um dos protagonistas pergunta a Prime se eles vão tornar a se ver, a resposta do líder é um simples “Eu realmente não sei”. Mas, acalme-se, eu sei a resposta e não gosto nem um pouco dela.