quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Esnobados do Oscar 2016


Por Luis Ribeiro


A Academia de Artes Cinematográficas anunciou seus indicados ao maior prêmio da indústria do cinema, o Oscar. Portanto, comecem os bolões para quem será o vencedor.

Prever os indicados ao prêmio é uma coisa dificílima, pois a Academia tem o costume de escolher um ou outro filme que não esteve cotado para a corrida, então se você é desses que baseia suas apostas de indicados com base no Globo de Ouro e no prêmio dos Sindicatos pode reservar uma ou duas vagas, especialmente nas categorias de atuação e direção, para uns estranhos na corrida. Isso causa os nossos injustiçados e queridos Esnobados do prêmio, aqueles que todos os críticos do planeta davam como certo, mas no fim, morreram na praia.

Os Esnobados sofre isso por uma série de fatores, um deles pode ser pela imensa quantidade de votantes da Academia, isso faz com que os votos se dividam e alguns votantes pensem que algum concorrente já irá ter votos demais e dê seu voto para outro candidato, e isso é bem comum, na verdade. Lembrando também que os filmes que são lançados no fim do ano, ou seja, mais próximos do início da votação também costumam ser mais lembrados do que aqueles lançados no começo do ano.


Veja abaixo aqueles que ficaram de fora da corrida pela estatueta dourada por seus trabalhos:

Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros
 Melhores Efeitos Visuais

Tido como favorito para vencer a categoria mesmo com o lançamento de Star Wars, o novo filme do parque de dinossauros mais famoso do mundo não conseguiu uma única indicação, nem nesta e nem nas categorias de som. O filme foi um sucesso de público se tornando a terceira maior bilheteria da história, mas a crítica não foi a maior fã e os votantes, pelo jeito, também não.

Alexandre Desplat por A Garota Dinamarquesa
Melhor Trilha Sonora Original
O trabalho de Desplat neste filme não é lá essas coisas de fato, mas o compositor conseguiu indicações importantes no decorrer do ano e sua dupla indicação (e vitória!) no ano passado foi um sucesso passageiro e não conseguiu uma terceira indicação consecutiva. Muito se vale pelo filme não ter sido bem visto pelos críticos e dividir opiniões nos festivais em que passou o que fez com que sua corrida caísse muito nos últimos meses.

“See You Again” de Velozes e Furiosos 7
 Melhor Canção Original
Velozes e Furiosos parecia ser um caso excepcional em que um filme popular consegue uma indicação pouco convencional, e ainda com chances de ganhar. Mas não foi dessa vez. A boa canção composta por Charlie Puth e Wiz Khalifa não agradou muito o votantes. A bilionária bilheteria, o vídeo clip mais visto do You Tube, o topo das canções na Billboard e as lágrimas dos marmanjos no cinema não foram o suficiente (o que mais eles querem?) para uma indicação, os votantes optaram por Earned It” de Cinquenta Tons de Cinza (eu também não entendo!).

Star Wars: O Despertar da Força e Cinderela
Melhor Direção de Arte

Duas das 10 maiores bilheterias de 2015 até marcaram presença em outras categorias, mas Direção de Arte não foi uma delas. A singela produção de Cinderela e a caríssima do sétimo episódio de Star Wars passaram longe do prêmio, este último se contentou apenas com 5 categorias técnicas enquanto que a adaptação em live action de um dos maiores clássicos da Disney só emplacou em Figurino.

O Bom Dinossauro
Melhor Animação
Não cabem dois filmes da Pixar em uma mesma categoria. O fato de duas produções do estúdio terem sido lançadas no mesmo ano acabou por prejudicar O Bom Dinossauro, ainda mais quando comparado com Divertida Mente. Depois de vários conflitos com os realizadores o filme ficou de fora da lista e deu espaço para o brasileiro O Menino e o Mundo, de Alê Abreu, entrar para o páreo. E você achando que o Brasil ia ficar de fora do Oscar de novo.


Quentin Tarantino por Os 8 Odiados
 Melhor Roteiro Original
Ok. Tem alguma coisa errada. Filme de Tarantino não indicado a Roteiro Original é estranho demais! Seus últimos dois trabalho foram os vencedores da categoria, mas os votantes quiseram inovar e indicar Alex Garland, por Ex_Machina: Instinto Artificial, e Andrea Berloff, por Straight Outta Compton: A História do N.W.A. Pelo visto estão ficando modernos.

Aaron Sorkin por Steve Jobs
Melhor Roteiro Adaptado
Depois da vitória no Globo de Ouro ninguém tinha dúvidas da indicação de Sorkin, um roteirista muito querido pelos votantes, já indicado há alguns anos por O Homem que Mudou o Jogo e ganhou um ano antes com A Rede Social, mas parece que o roteiro de Nick Hornby  por Brooklyn falou mais alto desta vez e ficou com vaga.


Michael Shannon por 99 Homes 
e Idris Elba por Beasts of No Nation
Melhor Ator Coadjuvante
Ninguém lembrava muito de Shannon, mesmo sendo um grande ator, mas ele sempre esteve vivo na corrida para o Oscar, pelo visto seu anonimato e a campanha menor não foram suficientes para conseguir uma indicação em 2016, Christian Bale (A Grande Aposta), e Tom Hardy (O Regresso) acabaram ficando com a vaga. Batman e Bane em um duelo novamente, minha gente.

Elba foi outro Esnobado e fez com que a lista ficasse ainda mais pálida novamente (se é que me entendem). A produção do Netflix, Beasts of No Nation, é dita como um das melhores do ano e Elba ia ser indicado, com certeza. Tudo balela, o ator ficou de fora pela enésima vez.

Johnny Depp por Aliança do Crime
Melhor Ator 
Com Aliança do Crime não teve crítico que não apostasse no Oscar para Depp, dizendo que era uma pérola do ator em uma fase que só havia feito produções medíocres. Pois é, nem mesmo a influência do ator e sua dedicação fez com que conseguisse uma indicação a Melhor Ator, a vaga ficou com Bryan Craston por Trumbo: A Lista Negra mesmo. Se DiCaprio ganhar este ano, a próxima vítima dos memes na internet será nosso querido Jonny, com certeza.


Todd Haynes por Carol e 
Ridley Scott por Perdido em Marte
Melhor Direção
Onde está Todd Haynes nesta lista? E mais importante: quem é Lenny Abrahamson? O cineasta dos elogiados O que Richard Fez (não lançado no Brasil) e Frank acabou ficando com a vaga do diretor de Carol, um dos filmes mais elogiados do ano e que até poucas semanas era o favorito na categoria de Direção.

Nem mesmo o discurso de Matt Damon fez com que Scott fosse indicado. Depois de tantas tentativas o diretor conseguiu fazer um filme como costumava fazer, matou a saudade dos fãs e ainda conquistou a crítica e o público, nada disso bastou para os votantes.


Divertida Mente e Sicário: Terra de Ninguém
Melhor Filme
Um dos melhores filmes do ano não entrou para a lista de Melhor Filme, vai entender. E o pior é que cabia, não só Divertida Mente, mas como Sicário também, e aí teríamos 10 indicados, como deve ser. Mas como a votação para esta categoria é uma confusão e uma animação ser indicada a Melhor Filme é tão difícil quanto o DiCaprio ganhar um Oscar, resta saber o porquê de Sicário não ter sido indicado. Acho que nunca saberemos.

A cerimônia da entrega dos Oscar acontece no dia 28 de fevereiro e o Somo Cinema fará cobertura e comentário da noite ao vivo. Até lá!



terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Crítica - Spotlight: Segredos Revelados


Por Luis Ribeiro

O Jornalismo, embora muitos descordem, desempenha um papel importantíssimo para transmissão de informação para a sociedade, seja pelo meio impresso ou digital, que foi obrigado a aderir, e mesmo com essa facilidade em obter conhecimento com alguns cliques, as pessoas insistem em desperdiçar seu tempo com bobagens da internet. Em parte, não se pode culpa-los, uma vez que a ética dos jornais (não só do Brasil, mas do mundo) é questionável e isso é influência de aspectos culturais que o profissional sofreu, por isso escrever sobre política, religião e igualdade de gênero é algo que muitos meios se abstém. Antes fizessem isso do que bombardear os leitores com calúnias e argumentos fraudulentos para vender mais suas ideias e manipular a população para o que eles defendem. Diante disso, Spotlight, é um escola que ensina como os jornalistas devem exercer seu ofício, de forma integra e responsável, deixando de lado suas convicções pessoais.

O ano é 2001 e com a troca do editor chefe algumas atividades irão mudar no jornal O Globo, de Boston. É assim que a equipe Spotlight, um grupo de jornalistas que passa meses, até um ano, estudando um evento antes de publicar qualquer coisa sobre ele, tem em mãos a investigação de um caso envolvendo padres que molestaram crianças na cidade, algo que já tinha sido mencionado nas páginas deste jornal, mas ninguém deu atenção alguma até então.

É importante saber que estamos em Boston, uma cidade onde o cristianismo é tão influente nas decisões governamentais quanto no Vaticano, e isso pode ser um choque para o espectador que não está familiarizado com a cultura local dos Estados Unidos e perceber que embora a Idade Média já tenha sido encerrada há séculos a Igreja ainda possui imenso poder nas decisões de Estado e na seleção de manifestos.

Spotlight, em meio a temporada de premiação, não ameniza de forma alguma o impacto que a notícia de tal abuso que os sacerdotes infligiram a crianças, é com certa aflição que assistimos a personagem de Rachel McAdams conversando com uma das vítimas, já adulta, e pedindo para não usar eufemismo para descrever o abuso e sim o que realmente aconteceu. Causando comoção em ter contato com tal história.

A direção e roteiro – junto com Josh Singer – é de Tom McCarthy (sim, o mesmo de Trocando os Pés), o cineasta é prudente em comandar uma história que facilmente poderia soar documental ou artificial demais pelo tema, mas ele permeia entre a polêmica e o correto em comandar uma trama sem pudores e por trazer o Jornalismo puro da forma como ele devia ser, mas não como é realmente. O diretor tem total comando do ritmo e soube dosar as reviravoltas, lógico que aqui e ali pode soar conveniente demais certas coincidências, entretanto, McCarthy ainda é seguro do que está propondo, tanto é que insere diversas vezes nos diálogos que os jornalistas irão “Processar a Igreja” e que “O problema não os padres, mas o sistema que os encobre”. Assim o filme evolui para uma investigação digna de um suspense da mais alta categoria, pois não estamos diante de um assassino ou psicopata, é muito pior, é a proteção de criminosos tão perigosos quanto.

O filme ainda acerta em escalar atores menos conhecido para a interpretação das vítimas de abuso, já que, como o roteiro aponta, não havia nenhuma preferência quanto a aparência dos assediados, eles eram escolhido por serem psicologicamente sensíveis. Um menino órfão de um pai suicida e uma mão esquizofrênica, o jovem que já sabia ser homossexual aos 12 anos e o garoto extremamente devoto a Deus que pensa estar servindo a Ele quando satisfaz aa vontades do padre da paróquia. E diga-se de passagem , está última história possui um monólogo tão verdadeiro aos católicos que somente por isso já merece algum prêmio pelo roteiro.

Em contraponto, o elenco central é estelar e inspiradíssimo. McAdams faz uma moça não só muito convicta de sua profissão como também dedica em querer ajudar as pessoas que sofreram por isso e trazer a tona a verdade, e isso custa-lhe uma vida acompanhando a avó nas missas por não conseguir mais fingir que na Igreja tudo é puro e livre dos pecados. Enquanto que Mark Ruffalo (também não sei como ele consegue fazer tantos filmes) interpreta o mais exausto dos profissionais, tão dedico em seu trabalho que não se alimenta direito, mora em um apartamento pouco higiênico e várias vezes recebe muitas respostas agressivas e mal educadas, mas permanece sereno desde que a verdade seja dita e que as pessoas sejam avisadas do que precisam. Brian d'Arcy James representa o medo de todos os pais ou responsáveis e por está tão a par dos caso sabe que qualquer criança, por sua ingenuidade, pode estar propícia receber esses abusos. E Michael Keaton prova que está de volta, chefiando a equipe dos jornalistas, tão dedicado quanto os demais, mas temeroso pelo que estão enfrentando, sua expressão amarga mostra a dificuldade de ser jornalista e quantos amigos precisa perder para alcançar o que precisa.

A tamanha dificuldade em fraudar um sistema tão corrompido pelas aparências da Igreja é o foco do enredo, o choque para quem assisti é algo inevitável, isso porque o roteiro ainda é sutil em insinuar a depressão das vítimas que pela vergonha de terem sofrido abusos acabam por se drogar, serem agressivas ou tentarem suicídios, tudo por estarem marcados pelo resto da vida e lutando para esquecerem que isso um dia aconteceu. Mas alerta que muito embora isso tenha se passado há décadas, nada definitivamente mudou.

Spotlight é cruel em não poupar artifícios para chocar o espectador, pois caso fizesse o contrário estaria compactuando com o sistema que o filme está indo contra. Sistema esse que, certamente, ainda permeia entre as sociedades modernas. Independente da fé que cria ou ao Deus que serve é importante ressaltar, fazendo minhas algumas palavras do filme, que não são algumas maçãs podres, é muito mais do que isso e encobertar estes crimes para manter as aparências da integridade religiosa é tão ruim quanto praticar esses atos.

domingo, 10 de janeiro de 2016

Palpites e Comentário para o Globo de Ouro 2016


Por Luis Ribeiro

O maior prêmio da imprensa internacional vai acontecer esta noite, 10 de janeiro de 2016, e com ele abre-se a temporada de premiações, já que todos os prêmios já anunciaram seus candidatos a melhores do ano.

É importe saber que embora o Globo de Ouro seja uma festa de gala e muito semelhante ao Oscar e ao Emmy ele está longe de ser a mesma coisa. Primeiro pelo fato de o número de votantes ser muito menor do que da Academia, por exemplo – está última possui cerca de 9.000 e o GG apenas algumas centenas – e porque são jornalistas aqueles que votam neste prêmio, ou seja, nenhum deles é um profissional da área e isso faz com que os premiados possam ser muito inusitados.

Então não, não é um seguro termômetro ao Oscar (claro que acerta muito, mas existe uma margem de erro maior quanto às demais premiações) se você for um desses que, como eu, acompanha avidamente a temporada de premiações sem nenhum motivo convincente para faze-lo.

Se não bastasse o Globo de Ouro ser um prêmio de muitas surpresas, este ano acontece algo muito singular, praticamente nenhuma categoria tem um favorito; podemos nos basear nos premiados do Emmy nas categorias de TV, mas no cinema, está tudo muito às cegas.

Nunca publiquei nenhum texto quanto a isso, mas talvez seja a hora de começar, porque apesar de não ser um prêmio dos mais justos ainda sim é um cerimônia muito (mas muito!) mais divertida do que a da Academia e corriqueiramente acertam em alguns prêmios para trabalhos merecidos, pois atire a primeira pedra o cinéfilo que nunca torceu secretamente por aquele ator ou atriz ganhar a estatueta.

Como ainda estamos muito no começo do ano e vários dos filmes indicados ainda não estrearem por aqui, não tive a chance de conferir todos eles (uma grande minoraria, na verdade), mas trata-se de um prêmio relativamente previsível e baseado na popularidade de alguns filmes ou profissionais do meio. Como boa parte dos indicados vai estar no Oscar também, farei questão de assistir todos os candidatos até a noite da premiação da Academia. Quanto as séries eu obviamente não assistir todas, mas elas seguem o mesmo critério do cinema, porém é nessas categorias que as maiores surpresas moram. E como os prêmios dos Sindicatos ainda não foram anunciados, podemos esperar as primeiras surpresas e as confirmações das certezas aqui.

Como assisti uma grande minoria dos indicados não darei meu parecer quanto a eles, apenas comentarei quem deve ganhar e pra quem apostaria. Segue a lista e os comentário abaixo:

TV

Melhor Atriz Coadjuvante em Série, Minissérie ou Filme para TV
Uzo Aduba - Orange is the New Black
Joanne Froggatt - Downton Abbey
Regina King - American Crime
Maura Tierney - The Affair
Judith Lightr - Transparent

Joanne Froggatt ganhou ano passado e pode repetir esta proeza aqui também, mas o Globo de Ouro não costuma repetir os prêmios para um mesmo trabalho de um ator ou série, por isso, nesta categoria tudo pode acontecer. Mas como o GG ainda não se cansou de Orange, é bem capaz que Uso suba ao palco novamente. Mas a esperança é a última que morre para Maura Tierney.

Melhor Ator Coadjuvante em Série, Minissérie ou Filme para TV
Alan Cumming - The Good Wife
Damien Lewis - Wolf Hall
Ben Mendelson - Bloodline
Tobias Menzies - Outlander
Christian Slater - Mr. Robot

A ausência do elenco de Hause of Cards me marcou esse ano, ainda mais nesta categoria que possuía um número grande de atores para indicar. E todos os indicados são novatos nesta categoria e por ela ser dividida em 3 parcelas de produção dificulta ainda mais. Não aposto em ninguém certeiramente, mas Menzies (mais provável) ou Cumming (já deu, né?) são quem suponho que devem ganhar, mas não descarte Slater, já que Mr. Robot foi bem lembrado pelos votantes.

Melhor Ator em Série de Comédia ou Musical
Aziz Ansari - Master Of None
Gael Garcia Bernal - Mozart In The Jungle
Rob Lowe - The Grinder
Patrick Stewart - Blunt
Jeffrey Tambor - Transparent

Fique tranquilo porque o Globo de Ouro vai para... Jeffrey Tambor, de novo e vamos combinar que merece mesmo. Porém os votantes se encantaram com o latinos esse ano, então eu poderia dizer Bernal poderia ser um ligeiro concorrente.

Melhor Atriz em Série de Comédia ou Musical 
Rachel Bloom - Crazy Ex-Girlfriend
Jamie Lee Curtis - Scream Queens
Julia Louis-Dreyfus - Veep
Gina Rodriguez - Jane, the Virgin
Lily Tomlin - Grace And Frankie

E pela enésima vez Julia Louis-Dreyfus foi indicada ao prêmio por seu talento inegável nas comédias. Mas diria que uma das rainhas dos anos 1990, Jamie Lee Curtis, possa levar essa, já que vencedora do ano passado, Gina Rodriguez,  não parece estar com essa bola toda nesta segunda etapa.

Melhor Ator em Série Dramática
Jon Hamm - Mad Men
Rami Malek - Mr. Robot
Wagner Moura - Narcos
Bob Odenkirk - Better Call Saul
Liev Schreiber - Ray Donovan

Gente! Alguém me explica por que Kevin Space não está nesta lista! Os votantes queriam todas caras novas nesta categoria, certamente.
Brasileiros entraram em êxtase quando Wagner Moura foi indicado por Narcos, e o melhor é que ele tem leves chances de ganhar, mas ele bate de frente com um forte Jon Hamm, que foi esquecido por vários anos e será a última chance do GG dar o prêmio a ele por este trabalho. Quem sabe?, uma vitória de Rami Malek surja.

Melhor Atriz em Série Dramática
Caitriona Balfe - Outlander
Viola Davis - How To Get Away With Murder
Eva Green - Penny Dreadful
Taraji P. Henson - Empire
Robin Wright - House Of Cards

Viola Davis é quase certeza na vitória, pois sua série é muito amada e muito elogiada, porém Taraji pode ser a vilã da história e levar essa. Embora acho válida a indicação de Eva Green, acho pouco provável sua vitória, mas essa inesperada indicação foi muito suspeita, ela pode surpreender. E Robin Wright já ganhou uma vez e ficou bem claro que o GG não gostou muito da terceira temporada de Hause of Cards.

Melhor Ator em Minissérie ou Filme para TV
Idris Elba - Luther
Oscar Isaac - Show Me A Hero
David Oyelowo - Nightingale
Mark Rylance - Wolf Hall
Patrick Wilson - Fargo

Foi o ano de Oscar Isaac mesmo, e fiquem espertos porque um dia desses ele vai acabar levando o prêmio mesmo, mas não deve ser agora. O elogiadíssimo Idris Elba (também com chances como Ato Coadjuvante em Cinema) pode ser o vencedor, isso se um Mark Rylance não atrapalhar sua vida ganhando o prêmio está noite. Porém, os votantes amam muito Fargo e a vitória de Wilson pode ser uma boa surpresa.

Melhor Atriz em Minissérie ou Filme para TV
Lady Gaga - American Horror Story: Hotel
Sarah Hay - Flesh & Bone
Felicity Huffman - American Crime
Queen Latifah -  Bessie
Kristen Dunst - Fargo

Sério? Lady Gaga? Sério?
Alguma dúvida de sua indicação por popularidade? Porque seu desempenho é bom, mas suas concorrentes se saíram melhor. A cantora não é Jessica Lange que consegue ganhar todos os anos seguidos e deve dar espaço para o retorno de Kristen Dunst (gente, ela é boa atriz) que já foi injustiçada por Melancolia uns anos atrás, mas sim, Felicity Huffman , tem um favoritismo também.

Melhor Minissérie ou Filme para TV
American Crime
American Horror Story: Hotel
Fargo
Flesh & Bone
Wolf Hall

Muito talento nesta categoria, mas Fargo é quem deve ganhar por sua segunda temporada e os votantes dificilmente vão cometer o crime de não dar o prêmio a ela, pois já erraram feio e erraram rude indicando American Horror Story: Hotel. Entretanto o mundo gira em torno de surpresas, ou será que American Crime e Wolf Hall receberam tantas indicações a toa?

Melhor Série de Comédia ou Musical 
Casual
Mozart in the Jungle
Orange Is The New Black
Silicon Valley
Transparent
Veep

Com seis indicados nesta categoria podemos esperar de tudo. As queridinhas Orange Is The New Black, Veep e Transparent podem perder para as menos conhecidas, o GG gosta de chamar atenção para séries menos conhecidas, foi o que aconteceu com Transparent ano passado e se uma das favoritas irá ganhar eu aposto nesta. Porém, se as favoritas ficarem de fora, acredito que Mozart possa surpreender. 

Melhor Série Dramática
Empire
Game Of Thrones
Mr. Robot
Narcos
Outlander

HBO sempre foi muito querido pelos votantes do Globo de Ouro e por isso é capaz de dar o prêmio para Game Of Thrones, em sua única indicação, após ter quebrado recorder em sua mais recente temporada.
Mas Empire, se retire.
Afora essa, qualquer das demais séries poderia ganhar, isso porque Mad Men não foi indicada sabe-se lá o porquê.
Mas Outlander deve ser a vencedora da noite, se não ela, Narcos.

CINEMA

Melhor Canção Original
"Love Me Like You Do" - Cinquenta Tons de Cinza
"See You Again" - Velozes e Furiosos 7
"One Kind Of Love" - Love & Mercy
"Simple Song #3" - Youth
"Writing's On The Wall" - 007 Contra Spectre

Alguém tire Cinquenta Tons de Cinza de uma lista de melhores alguma coisa, porque ele não merece. De novo uma indicação apenas para que tenham uma desculpa de convidar Beyonce para a festa.
E acho que chegou o dia em que vamos ver a franquia Velozes e Furiosos ganhar um prêmio sério, até porque “See You Again” é realmente boa e ficou na cabeça de todas as pessoas do planeta, se ganhar vai ser merecido.
Depois do formidável e unânime “Skyfall” pela voz da Adele esperavam uma canção ainda melhor para o novo filme da franquia 007, mas eles fizeram "Writing's On The Wall", que é boa, mas muito inferior as demais.

Melhor Trilha Sonora Original
Carter Burwell - Carol
Alexandre Desplat - A Garota Dinamarquesa
Ennio Morricone - Os 8 Odiados
Daniel Pemberton - Steve Jobs
Ryuichi Sakamoto, Alva Noto - O Regresso

Não sei vocês, mas eu esperava um John Williams nesta lista pelo novo Star Wars!
Mas o prêmio deve ir para Ennio Morricone por Os 8 Odiados , porém os votantes podem finalmente reconhecer o trabalho de Desplat. E não descartem Burwell, porque além de talentoso, ele fez a trilha de Carol, um dos favoritos.

Melhor Filme em Língua Estrangeira
The Brand New Testament - Bélgica
El Club  - Chile
The Fencer - Finlândia
Mustang - Turquia
Son Of Saul - Hungria

E o Brasil fica de fora, de novo.
Mas essa é uma categoria que muito se baseia em Cannes e festivais menores e por isso o vencedor, comumente, já é escolhido lá por julho. É o caso de Son Of Saul, que vai ganhar. Embora El Club seja excepcionalmente bom, ele corre por fora. Se houver surpresa, virá da Bélgica ou da Finlândia.

Melhor Longa em Animação 
Anomalisa
O Bom Dinossauro
Divertida Mente
Snoopy & Charlie Brown: Peanuts - o Filme
Shaun, o Carneiro

Será que Divertida Mente ganhar? Alguma dúvida?
O favorito desde sempre dificilmente irá perder, mas lembre que ano passado o Globo de Ouro premiou o fraco Como Treinar Seu Dragão 2, desbancando o favorito e vitória certa, Uma Aventura Lego. Se os votantes decidirem por fazerem isso de novo, Anomalisa será o vencedor.

Melhor Roteiro
Emma Donaghue – O Quarto de Jack
Tom McCarthy, Josh Singer - Spotlight - Segredos Revelados
Charles Randolph, Adam McKay - A Grande Aposta
Aaron Sorkin - Steve Jobs
Quentin Tarantino - Os 8 Odiados

Se Tarantino lança um filme já reservam uma vaga para ele entre os indicados a roteiro. Mas essa categoria é difícil deduzir, pois ela não separa Adaptado de Original, então vai muito pelo gosto dos votantes. Mas acredito que Tarantino (superem) vai perder para Tom McCarthy e Josh Singer pelo favorito Spotlight ou para Emma Donaghue por O Quarto de Jack, igualmente elogiado. Um destes últimos deve ganhar, aposto no primeiro.

Melhor Diretor 
Todd Haynes - Carol
Alejandro Gonzales Inarritu - O Regresso
Tom McCarthy - Spotlight - Segredos Revelados
George Miller - Mad Max: Estrada da Fúria
Ridley Scott - Perdido em Marte

Dois diretores de fantasia indicados nesta categoria, isso é novidade. Mas Miller deve repetir o feito de Scorsese e vencer o prêmio de diretor, mas não o de filme. Acho difícil sua derrota, até porque o cineasta de 70 anos pode não ter outra chance de ser indicado e seu trabalho é primoroso, mas se ele não ganhar o prêmio vai para McCarthy. Muito embora Perdido em Marte tenha sido muito elogiado pelos jornalistas e os votantes ficarem indecisos a quem dar o troféu e ele acabe indo para Scott.

Melhor Ator Coadjuvante
Paul Dano - Love & Mercy
Idris Elba - Beasts Of No Nation
Mark Ruffalo - Spotlight - Segredos Revelados
Michael Shannon - 99 Homes
Sylvester Stallone - Creed - Nascido para Lutar

Michael Shannon tem uma ligeira vantagens quanto a seus concorrentes, ele deve ganhar este prêmio. Mas Idris Elba e Sylvester Stallone estão ali por um motivo, não os ignore. Mark Ruffalo pelo segundo ano seguido foi indicado a duas categorias e deve perder as duas novamente, lastimavelmente.

Melhor Atriz Coadjuvante 
Jane Fonda - Youth
Jennifer Jason Leight - Os 8 Odiados
Helen Mirren - Trumbo
Alicia Vikander - Ex Machina
Kate Winslet - Steve Jobs

Sem Alicia Vikander por A Garota Dinamarquesa e Rooney Mara por Carol, fica difícil prever quem deve ganhar essa. Mas como os votantes são enormes devotos de Kate Winslet (sei que não parece, mas ela é indicada quase todos os anos) ela deve ganhar mais um prêmio (lembrem que ela já ganhou duas estatuetas em 2009), mas a novata Vikander foi lembrada duplamente pelo GG e não foi sem motivos, até porque Ex Machina tem se destacado muito na temporada de premiação nos últimos dias.

Melhor Ator em Comédia ou Musical
Christian Bale - A Grande Aposta
Steve Carell - A Grande Aposta
Matt Damon - Perdido em Marte
Al Pacino - Não Olhe Para Trás
Mark Ruffalo - Sentimentos Que Curam

As duas indicações de A Grande Aposta devem se anular, pois os votantes certamente se dividiram entre os atores. Sobra o prêmio para Matt Damon (eu sei, comédia) que é quase certo na vitória, mas Al Pacino é outro queridinho do GG, fiquem de olho.

Melhor Atriz em Comédia ou Musical
Jennifer Lawrence - Joy - o Nome do Sucesso
Melissa McCarthy - A Espiã Que Sabia de Menos
Amy Schumer - Descompensada
Maggie Smith - A Senhora da Van
Lily Tomlin - Grandma 

Aqui temos um duelo de gigantes. As humoristas Amy Schumer e Melissa McCarthy e as lendas vidas Lily Tomlin e Maggie Smith, mas adivinha quem vai ganhar, sim, Jennifer Lawrence. A atriz vencerá seu terceiro Globo de Ouro com 25 anos!  Mas como eu disse, é uma briga. E Amy Schumer vem logo atrás da moça com chances reais de vencer. Mas indecisão pode dar o prêmio para Maggie, que embora já tenha ganhado vários prêmios por Downton Abbey, quando será a próxima vez que ela será indicada por decorrência de sua idade e por sua série ter chegado ao fim?

Melhor Ator em Filme Dramático
Bryan Cranston - Trumbo
Leonardo DiCaprio - O Regresso
Michael Fassbender - Steve Jobs
Eddie Redmayne - A Garota Dinamarquesa
Will Smith - Concussion - Um Homem Entre Gigantes

DiCaprio está mais próximo de seu querido Oscar a cada dia, e hoje deve ganhar mais um Globo de Ouro, mas um Fassbender quer sua primeira bolinha dourada também. Um dos dois ganhará, dessa vez não tem interpretação de Redmayne que salve.

Melhor Atriz em Filme Dramático
Cate Blanchett - Carol
Brie Larson - Room
Rooney Mara - Carol
Saoirse Ronan - Brooklyn
Alicia Vikander - A Garota Dinamarquesa

Embora tenha-se mudado muito esta categoria e muitas mulheres terem sido esnobadas (estou falando de vocês Charlotte Rampling, Carey Mulligan e Charlize Theron) é difícil que a iminente vitória da pouco conhecida Brie Larson seja abalada, se alguém for roubar seu prêmio vai ser Saoirse Ronan. Sim, Cate Blanchett não leva essa.

Melhor Filme de Comédia ou Musical
A Grande Aposta
Joy - O Nome do Sucesso
Perdido em Marte
A Espiã Que Sabia de Menos
Descompensada

Eu posso estar exagerando, mas realmente acho que Perdido em Marte pode levar essa, pois foi lembrado em várias categorias. Mas eu sei que A Grande Aposta é a grande aposta da noite e se for fazer algum bolão, segundo as estatísticas, ele deve ser o vencedor (mas números não me convencem). Na pior das hipóteses Joy - O Nome do Sucesso deve ganhar, porque tudo que David O. Russel faz é ouro para o Globo de Ouro.

Melhor Filme de Drama 
Carol
Mad Max - Estrada da Fúria
O Regresso
O Quarto de Jack
Spotlight - Segredos Revelados

Spotlight é a aposta mais certeira, está ganhando tudo ultimamente, mas o Globo de Ouro não costuma seguir tendências. Lembrem que ano passado O Grande Hotel Budapeste tirou Birdman, franco favorito, da jogada e levou Melhor Comédia. O mesmo pode acontecer aqui, mas se isso acontecer não sei se Mad Max (também estou cruzando os dedos) ou O Quarto de Jack leva o prêmio. Não há nada definido, mas muitas surpresas podem surgir aqui.


Bom Globo de Ouro a Todos!
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