Por Luis Ribeiro
Não é de hoje as animações dos estúdios da DreamWorks têm trazido filmes que se igualam aos padrões da Pixar, tanto em histórias quanto em qualidade da modelagem em 3D para realizar seus personagens. Uma prova disso é a animação Como Treinar o seu Dragão de 2010, que é protagonizada pelo personagem Soluço, um jovem viking que foi influenciado desde cedo que os dragões são seus inimigos e que é seu dever exterminar essa raça; mas tudo muda quando ele esbarra com um dragão da espécie “Fúria da Noite” (o mais raro, claro), que denominou como Banguela devido sua habilidade de retrair os dentes. Deste encontro forma-se uma amizade muito forte que desafia as tradições de ambos os lados e dá início a uma nova era de aceitação e tolerância.
A mensagem está clara e é transmitida para o público de maneira literal, além disso, em quesitos visuais o filme é bárbaro: cenas de ação caprichadas, construção física dos personagens trabalhada com vigor, cenários amplos e movimentos de câmera fantásticos. O roteiro era rico e redondinho e a trilha sonora é digna de prêmios (indicada ao Oscar, inclusive), ou seja, colecionou elogios por onde passou. Tudo estava perfeito, até o momento que os produtores tiveram a ideia de fazer uma sequência.
Assim como no primeiro, Soluço (Jay Baruchel) tem uma relação forte com seu dragão, Banguela, ainda mais agora que os vikings e os dragões vivem pacificamente. Entretanto os Cavaleiros de Dragões estão sendo ameaçados pelos Caçadores de Dragões e seu líder: Drago (Djimon Hounsou/Rodrigo Lombardi), para ajudar os vikings e os dragões nessa luta Valka (Cate Blanchett) surge para surpreender a todos com seu conhecimento sobre os dragões e os segredos que eles trazem.
Essa é a segunda adaptação de uma série de livros infantis que já ultrapassa o décimo primeiro exemplar, cujos filmes têm trazido mais fama e seriedade para a saga, mas, neste caso, é incerto dizer que é uma coisa boa. Não é o que filme seja ruim, mas tudo que está presente no original está presente nesta continuação, porém de uma forma muito mais exagerada e chata. Apesar de sua pequena (menos de duas horas) o filme tem cenas muito longas onde os personagens não compõem nada muito interessante, ou seja, beiram ao sacal. E já que estamos falando do tempo, o ritmo é um problema, pois o clímax do filme é interessante, mas encontra-se no meio do longa, deixando o desfecho muito mais sem graça.
E como em time que está ganhando ninguém mexe, temos o mesmo diretor do original, Dean DeBlois, mas o primeiro era comandado também por Cris Sanders (Os Croods), então podemos que ver que Dean trabalha bem em equipe, mas individualmente deixou a desejar.
É incrível e irritante ver o quanto são semelhantes dos filmes em questões visuais, temos os voos impressionantes de vários dragões, a perfeição de movimentação dos personagens (assemelhando-se muito à figura humana), até a moral de história é a mesma. Portanto mais do mesmo não agrada ninguém, ainda mais quando esse mesmo tende a ser mais desinteressante (!).E um filme onde os melhores momentos e as grandes revelações já estavam disponíveis no trailer não oferece nenhum diferencial.
É impossível não perceber o quanto os personagens desta sequência são bem menos desenvolvidos, como é o caso do grande dragão Alpha, que trava uma luta com um réptil da sua espécie (que curiosamente é dragão mais importante e raro do enredo, mas é o único que não parece ser o último da espécie), o curioso que esse colossal animal, o rei dos dragões, perde essa luta em uns 20 segundos. Depois disso temos a bizarrice de seu subtítulo ter o poder de hipnose sob os demais dragões; animações podem ter mais liberdade em relação à realidade, mas não confunda essa liberdade com elementos toscos que podem ridicularizar a história. A “recém –oscarizada” Cate Blanchett dubla a mãe de Soluço, ela tem uma papel importante na trama e...pensando bem, ela é só a mãe desaparecida do Soluço mesmo. Concluo essa análise com o vilão Drago (dublado no Brasil por Rodrigo Lombardi que já se mostrou muito competente com seu trabalho em “Valente”, um exemplo de como a dublagem brasileira é digna de respeito), este personagem apresenta um caráter macabro, mas ele não oferece nenhum mal, é só um homem amargurado em busca de vingança (mais uma vez). O filme tem algumas poucas ressalvas, como a trilha sonora e o alívio cômico de alguns vários vikings que o espectador nem se dá ao trabalho de lembrar o nome, mas sabe que são engraçados. Além disso, é toca em um assunto delicado para o público mais jovem: a morte. Nunca é fácil falar sobre isso nos filmes infantis, mas é importante que as crianças saibam que ninguém vive para sempre, e o roteiro tem trechos que tratam desse assunto de maneira carinhosa e adequada para os menores.
Como Treinar seu Dragão 2 é um filme que, em minha opinião, não tem porquê ter sido feito, já que é muito inferior a seu antecessor, mas que não pode ser chamado de ruim, pois possui a mesma essência do excelente primeiro filme. Existem boatos que mais dois filmes estão a caminho (o terceiro deve estrear em 2016), todavia se forem manter o mesmo nível de preguiça e falta de originalidade que alcançaram nesta sequência, é melhor manter o filme somente no papel para preservar a boa imagem que ainda resta do enredo.
A mensagem está clara e é transmitida para o público de maneira literal, além disso, em quesitos visuais o filme é bárbaro: cenas de ação caprichadas, construção física dos personagens trabalhada com vigor, cenários amplos e movimentos de câmera fantásticos. O roteiro era rico e redondinho e a trilha sonora é digna de prêmios (indicada ao Oscar, inclusive), ou seja, colecionou elogios por onde passou. Tudo estava perfeito, até o momento que os produtores tiveram a ideia de fazer uma sequência.
Assim como no primeiro, Soluço (Jay Baruchel) tem uma relação forte com seu dragão, Banguela, ainda mais agora que os vikings e os dragões vivem pacificamente. Entretanto os Cavaleiros de Dragões estão sendo ameaçados pelos Caçadores de Dragões e seu líder: Drago (Djimon Hounsou/Rodrigo Lombardi), para ajudar os vikings e os dragões nessa luta Valka (Cate Blanchett) surge para surpreender a todos com seu conhecimento sobre os dragões e os segredos que eles trazem.
Essa é a segunda adaptação de uma série de livros infantis que já ultrapassa o décimo primeiro exemplar, cujos filmes têm trazido mais fama e seriedade para a saga, mas, neste caso, é incerto dizer que é uma coisa boa. Não é o que filme seja ruim, mas tudo que está presente no original está presente nesta continuação, porém de uma forma muito mais exagerada e chata. Apesar de sua pequena (menos de duas horas) o filme tem cenas muito longas onde os personagens não compõem nada muito interessante, ou seja, beiram ao sacal. E já que estamos falando do tempo, o ritmo é um problema, pois o clímax do filme é interessante, mas encontra-se no meio do longa, deixando o desfecho muito mais sem graça.
E como em time que está ganhando ninguém mexe, temos o mesmo diretor do original, Dean DeBlois, mas o primeiro era comandado também por Cris Sanders (Os Croods), então podemos que ver que Dean trabalha bem em equipe, mas individualmente deixou a desejar.
É incrível e irritante ver o quanto são semelhantes dos filmes em questões visuais, temos os voos impressionantes de vários dragões, a perfeição de movimentação dos personagens (assemelhando-se muito à figura humana), até a moral de história é a mesma. Portanto mais do mesmo não agrada ninguém, ainda mais quando esse mesmo tende a ser mais desinteressante (!).E um filme onde os melhores momentos e as grandes revelações já estavam disponíveis no trailer não oferece nenhum diferencial.
É impossível não perceber o quanto os personagens desta sequência são bem menos desenvolvidos, como é o caso do grande dragão Alpha, que trava uma luta com um réptil da sua espécie (que curiosamente é dragão mais importante e raro do enredo, mas é o único que não parece ser o último da espécie), o curioso que esse colossal animal, o rei dos dragões, perde essa luta em uns 20 segundos. Depois disso temos a bizarrice de seu subtítulo ter o poder de hipnose sob os demais dragões; animações podem ter mais liberdade em relação à realidade, mas não confunda essa liberdade com elementos toscos que podem ridicularizar a história. A “recém –oscarizada” Cate Blanchett dubla a mãe de Soluço, ela tem uma papel importante na trama e...pensando bem, ela é só a mãe desaparecida do Soluço mesmo. Concluo essa análise com o vilão Drago (dublado no Brasil por Rodrigo Lombardi que já se mostrou muito competente com seu trabalho em “Valente”, um exemplo de como a dublagem brasileira é digna de respeito), este personagem apresenta um caráter macabro, mas ele não oferece nenhum mal, é só um homem amargurado em busca de vingança (mais uma vez). O filme tem algumas poucas ressalvas, como a trilha sonora e o alívio cômico de alguns vários vikings que o espectador nem se dá ao trabalho de lembrar o nome, mas sabe que são engraçados. Além disso, é toca em um assunto delicado para o público mais jovem: a morte. Nunca é fácil falar sobre isso nos filmes infantis, mas é importante que as crianças saibam que ninguém vive para sempre, e o roteiro tem trechos que tratam desse assunto de maneira carinhosa e adequada para os menores.
Como Treinar seu Dragão 2 é um filme que, em minha opinião, não tem porquê ter sido feito, já que é muito inferior a seu antecessor, mas que não pode ser chamado de ruim, pois possui a mesma essência do excelente primeiro filme. Existem boatos que mais dois filmes estão a caminho (o terceiro deve estrear em 2016), todavia se forem manter o mesmo nível de preguiça e falta de originalidade que alcançaram nesta sequência, é melhor manter o filme somente no papel para preservar a boa imagem que ainda resta do enredo.